"A dor da gente não aparece no jornal" durante muito tempo tomei essa frase de goles, como um dilema, uma filosofia de vida. Ninguém sabia o que acontecia comigo, a não ser aqueles que eu deixava ultrapassar a linha invisível do meu universo, esses sim me conhecem, sabem quem eu sou.. e até hoje eu não sei quem eles são.
Dentro de mim a dor era estampada em outdoors, jornais, revistas e sempre refletidas para fora através de sorrisos escondidos sem querer cantar alegria e muito menos contrariar envolvidos.
Mas o peso daquela lágrima que guardava era um peso que eu carregava ao invés de descarregar.
Invejo aqueles que sofrem estampando, vivendo.. esses sim não sabem o peso de uma lágrima, esses sabem viver, eles berram, gritam, soluçam, acham que a sorte do amor tranquilo nunca chegará e o lado escuro da vida vai invadir, mas no fundo eles sabem quem é o lado escuro que causa a lágrima leve e depois da tempestade o sorriso farto. Por que esses sim, sabem o que é lágrima leve.
Com o tempo fui entendendo que minha lágrima não precisa ser pesada, nem meu sorriso contrariar, e se contrariar, não é problema meu. Não posso deixar que as escolhas das pessoas façam com que eu não mande meu sorriso para o universo.
Hoje procuro ser clara, transparente.. seja ser frágil ou forte, a transparência é a melhor opção em cada momento, peça ele uma lágrima leve ou um sorriso farto ou os dois juntos.
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